header image headerimage
 

::Quem somos::
Somos seis amigos de estados diferentes, mantemos um blog para nos comunicarmos e expressarmos nossos pensamentos.

::Quem Lemos::
Jogo da Dama
de que jeito?
Fornicatum est
Jesus me Chicoteia
Mundo Perfeito
Bico de Pena
O Incontestavel
Possibilidades
Utopia Dilucular

::Quem Fomos::




sexta-feira, abril 25, 2003

 
Vida

Um pouco mais de sol- eu ficava uma morena até que bonitinha...
Um pouco mais de azul - eu moraria na Bahia
Um pouco mais de dinheiro - eu iria ao Show do João.

Bom, estou aqui, sozinha na net... ninguém para consolar-me.
Estamos eu, meu maço de cigarros e minhas aspirinas. Parafraseando Drummond, Essa cidade de São Paulo, 15 milhões de habitantes e nem precisa tanto, precisava de um amigo..."
Mas já está tarde, é melhor ir dormir e me conformar com o dia "quase" bom que tive hoje e com o quase que terei amanhã.
Antes, um recadinho ao meu sobrinho:
QUANDO VAI POSTAR? QUANDO VAI ME LIGAR? QUANDO VOCÊ VEM PRA SP?
TÔ COM SAUDADES DOS NOSSOS PAPOS FILOSÓFICOS!






 
Quase

Esse "quase", não atrapalhou só a minha vida. Mário de Sá Carneiro, comtemporâneo e muito amigo de Fernando Pessoa, juntos idealizaram e escreveram a revista Orpheu, no início do século XX, também tinha esse problema.
Com vocês, queridos amigos, o poema Quase, deliciem-se e lembrem de mim!

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tude se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... -
Eu falhei-me entr os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

..............................................................

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...







quarta-feira, abril 23, 2003

 
Recadinho

Alguém aí quer me dar um ingresso para o Show do João Gilberto?
Se alguém quiser, me avise antes, tá? (Tenho que fazer esquema em casa pra sair... mas pelo João eu dou um jeito...)
É até estranho dizer isso, mas ainda bem que o Tom Jobim morreu, pois pra ver o Tom eu venderia meu corpo, minha alma e outras coisas mais... (Pelo João eu não vendo meu corpo não... mas posso alugar.)



 
Anormal

Conhecem mais alguém que fica feliz em acordar cedo para traduzir 100 frases do Sanscrito para o Português e fica mais feliz ainda por conhecer um rapaz que sabe falar Sanscrito e vai ajudá-lo a estudar?
Conhecem mais alguém que nas suas horas vagas faz exercícios de Tupi e fica repetindo os textos do Pe. José de Anchieta, na língua indígena, em voz alta, sem se preocupar que outras pessoas estejam passando pelos corredores da faculdade?
Conhecem mais alguém que ao ler "Malone Morre" do Beckett, tradução do Leminski, quando chega no final fica com a tal cara do Alce na estrada, que o Ed falou?
Conhecem mais alguém que um raio caiu na sua casa e deixou seu telefone mudo por mais de 1 mês?
Conhecem outra pessoa que quando está totalmente ferrada faz suas melhores piadas?
Outro alguém que adore filosofar sobre qualquer coisa e seja capaz de uivar pra lua mesmo estando careta e sóbrio?

SE CONHECEREM E FOR DO SEXO MASCULINO, HETEROSSEXUAL, POR FAVOR, DÊEM MEU TELEFONE A ELE!!!





segunda-feira, abril 21, 2003

 
Letícia Sabatella? NÃO!! Betty Boop.

Minha foto:




 
Eduardo

Quando falei sobre o meu encontro com o Eduardo, esqueci de ressaltar que, embora eu já o conhecesse há muito tempo via net e isso me fez saber bastante sobre ele, ao conhecê-lo pessoalmente, pudemos conversar mais sobre a gente e principalemente perceber os detalhes uns dos outros. Do Eduardo, em sua estadia em São Paulo, eu posso dizer que:

1 - A Carol (namorada) adora sapatos. Seria uma Inelda Marcos Gaúcha, se tivesse dinheiro para ter tantos pares de sapatos quanto a ex-primeira dama das Filipinas.
2- Que a Carol tem um ótimo gosto para roupas, pois é bem parecido com o meu.
3- Que a Carol tem um ótimo gosto para filmes, especialmente porque também adoro "O Fabuloso destino de Amelie Poulain" e alguns outros que ninguém gosta, mas fiquei sabendo que ela gosta.
4- Que a Carol também tem "Toda a Mafalda".
5- Que eu me casaria com a Carol porque ela tem a coleção completa dos Beatles em Vinil.
6- Que a Carol é uma garota muito legal e faz Letras como eu.


E fiquei sabendo de tudo isso porque o Eduardo não podia ver uma loja de sapatos que parava pra olhar. Não podia ver uma loja de roupas com algo que ela fosse gostar que parava pra olhar. E na Gibiteca, quando minha filha se encantou com "Toda a Mafalda", ele repetia: "a minha namorada tem". E quando eu e a Fabi combinamos de ir ao cinema juntas, eu disse que gostava de filmes cult e o Eduardo dizia: "A Carol também".
Acho que, se ele vier mais uma vez pra São Paulo, vou obrigá-lo a trazer a Carol. Assim eu fico sabendo mais do Eduardo...E claro, a peço pessoalmente em casamento e coloco uma cláusula no contrato: Doarei a coleção dos Beatles para Nice. ; )







domingo, abril 20, 2003

 
APAIXONADA

É de conhecimento geral que estou carente, mas não é de conhecimento geral que eu estou APAIXONADA!!!
Sim, meus amigos, eu estou apaixonada... Perdidamente e completamente "caída ao vento", como se diz em árabe. Estou apaixonada por um comprimido de Aspirina... É... Impressionante o que ele fez por mim nesses dois últimos dias. Minha dor de cabeça se foi, minhas dores foram embora... Nenhum homem jamais fez isso por mim. Espero que ele não venha com um papo: Não quero que você se envolva, porque já não vai adiantar. Estou envolvida e apaixonada. Viciada.
João Cabral tomava 6 Aspirinas por dia, fez um poema (que colocarei aí embaixo) dedicado a esses comprimidos. Até minha carência se foi, pois ao contrário de João Cabral, não foi o amor quem comeu minhas aspirinas, foram minhas aspirinas que comeram meu amor. E aos comprimidos entreguei uma Avassaladora Paixão. Eles se apoderaram de todo amor que estava guardado dentro de mim e levaram embora a dor de cabeça insuportável que estava impedindo meu cérebro de trabalhar! E agora, meus amigos, Num monumento à Aspirina:
Num monumento à aspirina


Claramente: o mais prático dos sóis,
o sol de um comprimido de aspirina:
de emprego fácil, portátil e barato,
compacto de sol na lápide sucinta.
Principalmente porque, sol artificial,
que nada limita a funcionar de dia,
que a noite não expulsa, cada noite,
sol imune às leis da meteorologia,
a toda hora em que se necessita dele
levanta e vem (sempre num claro dia):
acende, para secar a aniagem da alma,
quará-la, em linhos de um meio-dia.

Convergem: a aparência e os efeitos
da lente do comprimido de aspirina:
o acabamento esmerado desse cristal,
polido a esmeril e repolido a lima,
prefigura o clima onde ele faz viver
e o cartesiano de tudo nesse clima.
De outro lado, porque lente interna,
de uso interno, por detrás da retina,
não serve exclusivamente para o olho
a lente, ou o comprimido de aspirina:
ela reenfoca, para o corpo inteiro,
o borroso de ao redor, e o reafina.

(João Cabral de Melo Neto, Educação pela Pedra)




This page is Powered By Blogger. Isn't yours?