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Somos seis amigos de estados diferentes, mantemos um blog para nos comunicarmos e expressarmos nossos pensamentos.

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sábado, abril 19, 2003

 
No mar da paixão e da loucura.

Minha filha me acusou de "mãe cupida que tenta desencalhar a filha de qualquer jeito". Quero deixar claro que esse negócio de Realejo que foi o culpado por minha intervenção. Ele disse : rapaz não rico, mas vistoso e de muita afeição , o que eu fiz foi dar nome ao rapaz. Quem é que parece o Paulo Zulu? Quem é que vive fazendo declarações pra Fabi? E quem é que vive dizendo que é um suburbano carioca que trabalha como condenado? Então, só pode ser o Márcio!
E como eu disse, faria muito gosto em ter o Sr Ittoqqcoisa como genro, claro que gostaria de não ser trata como Sra e muito menos como Dona, e quero dizer que o almoço de noivado eu e minha mãe faremos. Será um noivado nas tradições árabes, por isso, já aviso ao meu futuro genro que ele deve trazer um anel de noivado bem bonito e não de vidro, embora ele seja um rapaz não rico, eu preso muito as tradições.
( Quanto a não chegar bêbado de Sapupara toda Sexta-feira em casa, Márcio, acho melhor desfazer essa promessa, pois já que minha filha não bebe, meu genro vai ter que me acompanhar nos porres!)





sexta-feira, abril 18, 2003

 
De Ressaca

"Algo no meu rosto denuncia que perdi minha alegria..."
(Paulinho da Viola)

Hoje é Sexta-feira da Paixão e aqui estou eu de ressaca e ouvindo Paulinho da Viola. Ontem foi Quinta-feira santa e eu fui beber com os santos e dançar um samba que eu não sou de ferro. Há séculos não ia em Rodas de Samba e vocês sabem que eu adoro sambar.
Estou de ressaca de tudo, tanto da mistura cerveja/caipirinha/catuaba, quanto da vida. Mas vou indo, dançando a "Dança da Solidão", parada em um "Sinal Fechado" e cultivando meu "Coração Leviano" que nunca será de ninguém. (Desculpem, não resisti, fiquei ouvindo o dia inteiro).
Ontem foi muito legal, descarreguei tudo e assim que desci na Paulista, tinha um grupo de Samba tocando "Saudosa Maloca" e "Trem das Onze". Encontrei alguns professores da faculdade, que foram muito gentis, encontrei alguns amigos e procurei como uma louca o livro "Don Juan" de Mollière, mas não encontrei. Nem em livro eu consigo um Don Juan, mas isso é uma outra história. Hoje a ressaca tá brava, tô com o estômago embrulhado e cansada pra caramba. Cheia de livros e textos pra ler, coisas para escrever e no momento estou cozinhando batata e cenoura para algo que só minha mãe sabe. Daqui a pouco farei um bolo de Fubá cremoso para o meu irmão e lavar a louça, pois a cozinha eu já arrumei. Puxa, essa vida de dona casa cansa pra caramba!
Sinto-me como num curta que assisti há umas duas semanas, sobre uma dona de casa que recebe uma visita que poderia mudar sua vida e ela escolhe continuar com a mesma, embora reclamasse dela.
(Acabo de descobrir o que minha mãe irá fazer, pois ela acaba de me mandar lavar os ovos de codorna e colocá-los na água. Ovos de codorna me lembram o menininho pra quem comprei "A mulher que matou os peixes", da Clarice, mas nunca mais o encontrei, o livro continua aqui).
Bom, vou indo nessa... Se alguém tiver "Don Juan" de Mollière, tradução do Millôr Fernandes, daquela coleção Pocket e puder me emprestar, ficaria grata, porque estou precisando. E se tiver algum "Don Juan" querendo algo sem compromisso, eu também estou precisando.
Té mais.
Márcio, tô com saudades de você e percebi que só falta eu conhecer pessoalmente vc e o Marcoréio para completar os "conhecidos" desse brógui.
Fabi, realejos nunca mentem, acho que o homem vistoso e não rico está nesse blog e não é gaúcho, nem paulista! ; )





quarta-feira, abril 16, 2003

 
Da série "Músicas para morrer e continuar vivendo":

Injuriado
Chico Buarque

Se eu só lhe fizesse o bem
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim
Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim

Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim
Você nada está me devendo
Por isso, meu bem, não entendo
Porque anda agora falando de mim




 
A Volta de Zumira

Voltei, povo! Quero dizer, meu telefone foi finalmente arrumado! Podem ligar pra mim que eu poderei ouvi-los sem Aliens interferindo.
Talvez internet seja um pouco raro daqui pra frente, pois minhas obrigações domésticas e universitárias vão me tomar um tempo enorme, afinal, após o Dilúvio, até Noé ficou um tempo fora do ar e olha que ele tinha proteções divinas...
Depois do Raio, outras coisas aconteceram e fizeram com que eu perdesse o chão.
O importante é dizer que o exame deu negativo. Descartada a hipótese da Tuberculose, ela está fazendo outros exames para sabermos o que de fato acontece. Ainda estou tensa e só sossegarei com os resultados em mãos.
Bom, é isso, estou com saudades de todos.
PS_- Alguém poderia me dar uma receita de Bacalhau? Tenho que fazer o almoço de sexta... Ô vida.
Vou indo, a Zumira aqui tem que terminar o almoço de hoje. FUI!





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