sábado, abril 05, 2003
Fique tranqüilo, tudo vai dar errado!
Parecia mentira que eles estavam aqui. Tanto parecia mentira que o Eduardo ia embora no dia 1 de Abril. E foi no dia primeiro de Abril que vi tanto ele quanto a Fabi pela última vez.
Foi uma correria para chegar no Aeroporto. O trânsito em São Paulo, que não é novidade nenhuma, fez com que chegássemos um pouco mais tarde do que o previsto. Então corremos muito, como naqueles filmes em que se você não chega em tempo a bomba estoura (frase da Fabi) para que o Edu conseguisse embarcar às 19:40. Contudo, porém e entretanto, eles estavam comigo, a "noiva de Murphy" e adoradora de frases pessimistas em filmes de Fellini, e claro, apesar de termos chegado antes do horário de embarque informado para o Edu, não chegamos em tempo dele embarcar.
Ué, como assim?
'Simples, o horário foi informado errado para ele e o avião já tinha saído do solo rumo a Porto Alegre.
Desespero total. Outro vôo perdido, mais dinheiro para pagar, todo mundo duro (final de viagem, né?), o que fazer? Simples! A culpa não foi nossa... A culpa é da GOL!
Contamos que informaram errado o horário, pois se tivesse saído no horário, ele realmente teria chegado a tempo (Sem mentiras até aí, claro). Mas se contássemos calmamente ninguém iria acreditar, né? Agora chega a parte da mentira: Eu fiz uma cara de muito brava porque o Eduardo teria que ficar pelo menos mais uma hora comigo e por tabela, a Fabiana também.
(O Edu estava bravo porque perdeu o vôo e a Fabi tinha que chegar cedo, porque todas as vezes que saiu comigo eu fiz a pobre moça chegar meia noite em casa. Quando ela saía só com o Ed, 19h já estava na casa da sua tia. Viram que mãe legal eu sou? E se eu não tivesse cheia de problemas e virando Amélia, a faria chegar na manhã do dia seguinte!)
O melhor macarrão do mundo!
Eduardo queria cozinhar.
Eu e a Fabiana estávamos com fome.
Juntando a fome e a vontade de cozinhar, só faltava uma coisa: A COZINHA!
Descolei a cozinha do CRUSP, mas o Ed não quis, preferiu ver no Hotel se eles emprestavam a cozinha. Detalhe: No hotel não tinha cozinha e nem liqüidificador. O que fazer? Ver se a padaria em frente emprestava...
Foi o molho verde mais comentado da Rua Silvia, nas mediações da Paulista. Todo mundo querendo saber o que aqueles três malucos estavam fazendo naquela padaria. E como gaúcho que é gaúcho não perde a pose, Eduardo passava a receita para uma tiazinha ( diga-se de passagem se encantou por ele), que não entendia como um molho não ia ao fogo e não tinha tomate!
Fabiana achando tudo o máximo, resolveu tirar fotos do acontecimento culinário. Acho que ela deveria ter tirado foto da cara do gerente da padaria que, embora tivesse emprestado seu balcão e seu liqüidificador (claro que foi necessário um sorriso simpático e muita humildade no pedir, ou será que foi o meu decote?), não estava gostando nada da bagunça.
E eu, mesmo odiando macarrão, posso afirmar que nunca comi um tão bom! (O molho ficou um pouco grosso, mas não dá pra querer que tudo seja tão perfeito, né?)
Porto Alegre é o melhor lugar do mundo!
E lá estava eu, às 8:30 no aeroporto de Congonhas. Havia acordado às 5h da manhã para fazer o café de minha mãe, colocar as roupas na máquina e tentar adiantar um possível almoço. Saí um pouco atrasada de casa, mas corri e consegui chegar em tempo, afinal, o desembarque estava marcado para às 8:40.
Corri muito para o portão de desembarque e quando olhei para aquele painel de horários , o avião havia se adiantado e chegado às 8:20. Lá vou eu procurar Eduardo que já estava em solo paulistano, segundo o painel. Meia hora depois e nada de Eduardo. Quarenta minutos depois e nada de Eduardo. Comecei a entrar em pânico! Ué, onde ele poderia ter ido? Será que desembarcou e eu não o reconheci? Milhares de coisas passando em minha cabeça. E depois de ler algo assim: "Se não tiver ninguém me esperando vou dormir no aeroporto, porque não conheço ninguém em SP e blá blá blá blá..." , o pânico ficou maior. Tinha esquecido meu cartão telefônico com a Fabi na noite anterior, então liguei pra minha mãe para que ela ligasse para Fabiana e perguntasse se ela tinha o celular do Edu. Não tinha.
Tive medo de pedir pra ligar pra casa dele em Porto Alegre e receber a notícia de que ele havia voltado por não ter me encontrado ou algo assim... Contudo, era a minha única opção e pedi para que minha mãe ligasse. Então, fico sabendo que o meu querido amigo, havia dormido demais e perdido o vôo. Não sabia se ficava feliz com a notícia ou se morria de ódio.
Morri de ódio. Mas só depois que ele chegou, porque além de não me reconhecer, o Ed reclamou de tudo:
"O pior ônibus de PoA, é igual ao melhor de SP. " - "Que cidade feia, em PoA..." , etc...
Mas na verdade, morri de ódio porque não pude passar todo o tempo que queria com ele, porque se ele não tivesse perdido o avião, talvez ficasse mais um dia em SP, porque ele mora em Porto Alegre e não em São Paulo. E porque sou obrigada a concordar que Porto Alegre é o melhor lugar do mundo sim, afinal, o Eduardo mora lá e ele é uma das melhores pessoas que conheço.
Sim, que CONHEÇO! Já posso dizer que o conheço. Posso trocar a saudade do futuro, pela saudade do passado e do presente. Nossa, como estou com saudade daquele moço de olhar indiferente.
No começo, achava que não o conhecia, que não sabia nada sobre ele. E quando o vi pela primeira vez, piorou tudo, pois ele parecia nunca demonstrar o que estava sentindo. Até o chamei de "Esfinge". Na realidade ele é sim, mas são quase três anos decifrando essa esfinge que posso afirmar com toda certeza que consigo saber o que ele está sentindo, que consigo ter certeza se ele está gostando ou não e, principalmente, consigo entendê-lo. É, pensei que não o conhecia, mas agora, tenho a certeza, que há poucas pessoas que conheço tanto.
Quero aproveitar para pedir desculpas por ter sido grossa no aeroporto contigo aquela hora, tá Edu?
ESSA É MINHA FILHA!
O que dizer sobre a Fabiana? Minha filha é linda, maravilhosa, um doce. Dá vontade de apertar aquelas bochechas, dá vontade de trazer pra casa e não deixar ir embora. Dá vontade também de colocá-la numa gaiola!!! Puxa, eu queria ter passado mais tempo com ela. Queria apresentá-la a todos os meus amigos e ter tido tempo pra levá-la em mais lugares que costumo ir para acabar com minha reputação de vez, afinal, quando a apresentei para o Chiquinho, garçon do bar na Augusta em que bato cartão, como minha filha, quando ela pediu um suco ele disse:
- Não vendo nada sem álcool, se é filha dela tem que beber! - E já foi trazendo uma Brahma sem que eu falasse ou pedisse nada...
Não é à toa que as primas dela me acharam um tanto... "diferente" e a tia dela disse à mãe da Fabi sobre mim:
- As meninas conheceram, disseram que ela é "Divertida"...
Também não é à toa que a Fabi não se espantou com nada do que eu fiz, desde me enfiar em carrinho de carregar mala em aeroporto e ao ver pessoas olhando com cara feia dizer: "Ué, aqui não é lugar de carregar mala?" , até conhecer taxistas que surgem do nada, ou cantores de rap que vendem balas. Ou mesmo estar sempre bêbada sem ter consumido uma gota de álcool.
E meu Deus! Como a Fabi é diferente de mim. É quase uma santa... Não bebe, não fuma, não assiste BBB. E mesmo assim se enfiou na Augusta e se comportou como se fosse de "casa". Como fala palavrão a doce menina. É estranho ouvir sair da boca de Fabiana algo como: Filha da Puta!
São Paulo desde que ela foi embora está chorando... Desde sexta feira, só chove. E eu? Eu estou chovendo também... Só não entendi porque ela não me levou com ela, afinal, a mala aqui, já estava pronta e no carrinho do aeroporto, sendo empurrada por ela.
Só quero ressaltar uma coisa, caso ela venha mostrar fotos minhas para alguém: Eu sou feia, mas nem tanto! Credo, como eu saí horrível nas fotos!!!
quinta-feira, abril 03, 2003
São Paulo comeu pão de queijo e tomou chimarrão por alguns dias...
Não posso contar detalhes, porque estou na faculdade, contudo quero dizer:
Márcio: MORRA DE INVEJA! EU PASSEI 4 DIAS COM A FABIANA!!!
Sobrinho: BEM FEITO, NÃO ESTEVE AQUI PORQUE NÃO QUIS!!!
BAH! EU TÔ MORRENDO DE SAUDADES DESSES DOIS. OS TREM DE SP NUM TEM MAIS GRAÇA, TCHÊ!

