header image headerimage
 

::Quem somos::
Somos seis amigos de estados diferentes, mantemos um blog para nos comunicarmos e expressarmos nossos pensamentos.

::Quem Lemos::
Jogo da Dama
de que jeito?
Fornicatum est
Jesus me Chicoteia
Mundo Perfeito
Bico de Pena
O Incontestavel
Possibilidades
Utopia Dilucular

::Quem Fomos::




quarta-feira, março 26, 2003

 
Inexistência

Para Ricardo e Bianca

Ela saiu naquela tarde de Quinta –feira. Foi encontrar-se com o desconhecido. A vida não havia sido gentil com ela, mas ela também nunca fora gentil com a vida e nem consigo mesma.
Nunca passava desapercebida e isso a fazia sentir-se apavorada. A sensação de inexistência era o que sempre procurava. O anonimato paradoxal foi o que construíra desde seus dois anos de idade, quando conversara com a morte pela primeira vez. Queria fazer parte da vida das pessoas, mas não de forma direta, ninguém precisava saber que havia sido ela a causadora de alguma mudança, para o mal ou para o bem. Contudo, se fosse para ser lembrada, seria melhor que fosse pela sua crueldade, preferia existir nas pessoas de forma cruel e assim, jamais mostraria a ninguém toda sua fragilidade e insegurança.
Menina insegura, jovem solitária, mulher indefinida, quase um ser andrógeno. Não se arrumou, não vestiu a sua melhor roupa. Apenas tomou um banho, vestiu-se como de costume e foi ao lugar marcado.
Chegou atrasada, não gostava de atrasos, porém sempre chegava. Não se importou muito com o que o rapaz pensaria, preocupava-se com ela, com a sensação de desconforto ao fazer sempre algo que não admitia.
Foi simpática. O abraço convidativo que ele a dera a fez sentir-se mais tranqüila, embora continuasse nervosa. Não mais pelo atraso, mas por algo que encontrou em seu olhar. Incomodava-a aquele olhar tão crente e tão ávido por viver. Insultava-a de certa forma.
A tarde foi agradável, nem sentiu o tempo passar. Esquecera de seus compromissos, jamais os esquecia, mesmo que não existisse compromisso algum. Na presença de outras pessoas sentir-se parte delas era impossível. Ainda que fosse gentil e agradável, não sentia-se bem. Naquela tarde sentiu-se.
As horas foram passando, não queria ir embora. Precisava alimentar-se da crença e da pureza que transbordavam naquele olhar. Prestava atenção em cada detalhe, reparando em cada gesto e, principalmente, em seu silêncio. Como era doce o silêncio. Quis fazer parte daquele silêncio, sentiu uma necessidade quase inconcebível de ser o motivo do silêncio de um homem que mais parecia uma criança desprotegida. Tão inseguro quanto um dia ela fora, quanto ela ainda era, mas usava máscaras para não ser percebida, não ser olhada ou mesmo reconhecida.
Por que ele não as usava? Como deixar que outros vejam tão claramente seu despreparo? Seria ele sempre tão menino e tão mortal? Pensava desconcertada. Não entendia tamanha pureza e sinceridade. Ela também era sincera, mas sua sinceridade era racional. Era verdadeira com seus pensamentos, não com seus sentimentos. Não concebia sinceridade nos sentimentos.
Ele tornou-se assustador. Teve medo quando a tocou pela primeira vez. Estavam ali há horas e de repente suas mãos encontraram as dela. Um simples entrelaçar de mãos que mais parecia um beijo roubado. Suas mãos eram quentes e ele parecia colocar todo seu desejo naquele toque. Um pavor surreal a tomou. Queria fugir, sair correndo, mas era tarde demais....






terça-feira, março 25, 2003

 
Aviso de utilidade pública

Estarei ausente por alguns dias. Nada de net, porque caiu um raio aqui em casa na sexta e por causa das coisas que já sabem.
Também não estarei em casa, se forem ligar, liguem para aquele primeiro telefone que dei pra vocês, o antigo. Quem não tem mais, a Fabi tem. Deixem recado com meu irmão ou então na minha caixa postal (aí, do meu telefone e tal).
Fabi também tem o telefone de onde estarei, sabe quando usá-lo, mas se tiver alguma emergência, pode ligar fora das coordenadas.
Se Deus quiser, estarei no aeroporto, Eduardo. Não dou certeza absoluta, porque não tenho certeza de nada no momento, tá?
Desejem-me Boa Sorte, preciso nesse momento.
Mandem boas vibrações. Estou aguardando a chegada de vocês dois com uma alegria infinda. Uma das únicas que consigo ter, embora esteja triste por achar que não poderei aproveitar o máximo de tudo, o máximo desse momento tão especial e tão aguardado.
AMO VOCÊS DOIS.
Tragam câmeras fotográficas e filmadoras para registrar nossos momentos!!! (Eu não terei tempo de provindenciar nada disso)
Fabi, A Pérola e Werther te esperam.
Ed, não há presente te esperando, porque não faço idéia do que dar pra ti, além de muitos abraços e um cafuné que te prometi há pelo menos dois anos.
Vou indo nessa. Beijos.
Pensem em mim! Estarei pensando em vocês.





 
Saudades de mim!

Hoje, liguei pra minha amiga. Aquela do papo entre Amigas, lembram? Ela disse: Niti, você é incrível. Tá triste, mas tá alegre... Eu respondi: Minhas melhores piadas surgem nesses momentos...

- Como cê tá?
- Naquelas...
- Sua mãe?
- Tá lá na casa da minha tia. Vou vê-la amanhã.
- Ué, por que cê não tá lá?
- Almoço, jantar, pai de 92 anos, roupas pra lavar e faculdade te respondem a pergunta?
- Ah, é, ainda tem sua vida... Esqueci dessa parte.
- E você?
- Meu marido quer colocar outra mulher em casa, porque eu não posso arrumar a casa depois que perdi o bebê.
- Que bom!
- Bom nada! Tô de resguardo!
- Ah é, esqueci dessa parte.

****
- E no mais?
- ...
- Hum...
- Dhois.
- Argh!
- Porra, a gente tá falando no Telefone, vamos pagar impulso pra ficar fazendo isso?
- É, tem razão... tu tu tu tu
***
-Porra, você desligou na minha cara?
- Ué, cê não reclamou?
- Ah, estamos mal, né? Você cheia de coisas, eu perdi meu bebê... Falar sobre o quê?
(as duas): A LISTA!
- Sorvete de chocolate!
- Melhor que sexo. Bata Frita.
-Melhor que sexo. Torta de Morango.
- Melhor que sexo! Trufas?
- Melhor que sexo!
- Ei, não era um convite?
- Mudei.
- Aliás, você mudou quase tudo para melhor que sexo.
- Tô há quatro meses sem saber o que é homem, preciso me convencer que tudo é melhor que sexo, né? Mas você também mudou...
- Tô de resguardo, né?
- Ah, é...
(as duas) SORVETE DE PISTACHE! MELHOR!!!!









domingo, março 23, 2003

 
Quando uma coisa pode dar errado....

É, as coisas ainda não melhoraram, também nem sei se vão melhorar... Não sei de mais nada. Tem horas que fico cheia de esperança e repito: "Vai passar". Em outras, não agüento mais, quero sair correndo e me esconder pra sempre.
Estou só, completamente só. Muito só. Expulsa de todos os lugares, pois ninguém agüenta ver minha cara de preocupada, acabada e triste. Não consigo mudá-la. Eu tento sorrir, tento brincar, já terminei meu estoque de piadas sem graça sobre Homens, Faculdade e tudo mais que existe na face da Terra. Às vezes pareço a cerimônia do Oscar, um monte de piadas que fazem as pessoas rirem só por convenção. Ninguém quer de fato sorrir, apenas tentam me agradar. Tentam fazer com que eu mude minha cara. Ou então, brigam comigo dizendo que eu só atrapalho, que minha cara está horrível, que eu estou mais doente do que minha mãe e mais um monte de coisas...
Estou envelhecida, acabada e ganhei várias rugas! Nem meu creme anti-rugas tenho passado. Não tenho vontade de nada, estou com medo e sozinha. As pessoas não me suportam, me mandam embora o tempo todo, porque eu não estou estupidamente feliz.
ELES QUEREM O QUÊ? Eu devo ser um desastre de ser-humano mesmo.
Eu não sei o que fazer... ESTOU COM MEDO! MUITO MEDO. E nem sei se vai dar para ir à Rodoviária, buscar a Fabi, muito menos ao aeroporto buscar o Ed.
Vou tentar. Juro que vou. Farei o possível para, ao menos, conhecer vocês, viram? Eu só não sei se serei boa companhia. Como disse, minha cara está péssima, estou parecendo um zumbi, com olheiras que chegam até o queixo e, segundo minhas primas, estou irreconhecível. Além disso, só sei chorar. Escrevo esse post chorando, vou à faculdade chorando, sento na minha cama e continuo chorando... Bah! Fiquei 7 meses sem chorar, lembro-me que até reclamei com um amigo, dizendo que nem chorar em conseguia... Agora, não sei fazer outra coisa!





This page is Powered By Blogger. Isn't yours?